quinta-feira, 20 de abril de 2017

NBR ISO 31720 - conhecer as cidades através de indicadores


Na última edição do relatório “World Urbanization Prospects”, estudo acerca das perspectivas sobre a urbanização mundial, a ONU divulgou que atualmente existem 28 cidades no mundo com população maior que 10 milhões de habitantes. Somente nestas chamadas “megacidades” vivem atualmente mais de 450 milhões de pessoas. Para se ter uma ideia da significância destes dados, em 1990 existiam apenas 10 cidades no mundo com este número de habitantes. O mesmo estudo aponta que 54% da população mundial já vive em áreas urbanas e estima-se que este percentual deve chegar a 70% em 2050. Números como estes fazem da “gestão urbana” um dos maiores desafios do século XXI.
"Para atrair novos negócios, para atrair pessoas que buscam qualidade de vida; para a geração de novos empregos, para o surgimento de novas tecnologias e novos modelos de negócios, enfim, para o futuro será analisado tais indicadores como decisões para as pessoas e empresas."

Nesta era da urbanização, os indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida devem ser usados como ferramentas cruciais para os gestores municipais, políticos, pesquisadores, líderes empresariais, planejadores e outros profissionais para ajudar a garantir que sejam colocadas em prática políticas que promovam a habitabilidade, tolerância, inclusão, sustentabilidade e resiliência, tornando as cidades economicamente atrativas e prósperas globalmente.

Neste sentido surge a primeira norma técnica brasileira sobre cidades sustentáveis, a NBR ISO 37120:2017, que apresenta 100 indicadores, divididos em 17 categorias, que entre suas abrangências, estão economia, educação, energia, ambiente, finanças, serviços de emergência, saúde, lazer, segurança, resíduos, transportes e água, permitindo ajudar as cidades a medir o desempenho dos serviços urbanos e a mensurar a sua qualidade de vida ao longo do tempo.

O documento cita que cidades necessitam de indicadores para medir sua performance. Porém, indicadores já existentes geralmente não são padronizados, consistentes e comparáveis no tempo ou entre cidades. Segundo nota informativa da norma ISO 37120, seu uso ajudará a se concentrarem em questões-chave, além de pôr em prática políticas públicas sustentáveis e economicamente atraentes tornando as cidades prósperas. Os indicadores ajudarão as cidades a avaliar o seu desempenho e medir o seu progresso gradativamente, com o objetivo final de melhorar a qualidade de vida e a sustentabilidade. A abordagem uniforme da norma permitirá que as cidades comparem perfeitamente onde estão em relação a outras cidades. Esta informação pode, por sua vez, ser usada para identificar as melhores práticas e para o aprendizado entre as  cidade
 

Conheça alguns dos indicadores que listamos abaixo.

Artigo de Priscila Leal, gestora ambiental e consultora da BIOTERA.


ALGUNS INDICADORES


Economia:
Taxa de desemprego da cidade;
Porcentagem da população da cidade que vive na pobreza

Educação:
Percentagem de mulheres em idade escolar inscritas na escola;
Proporção entre alunos e professores do ensino primário;

Energia:
Uso elétrico residencial total per capita (kWh / ano);
Percentagem da energia total proveniente de fontes renováveis;

Meio Ambiente:
Emissões de gases com efeito de estufa medidas em toneladas per capita;

Incêndio e resposta de emergência:
Número de bombeiros por 100.000 habitantes;

Saúde:
Número de médicos por 100.000 habitantes;

Segurança:
Número de policiais por 100.000 habitantes;

Resíduos sólidos:
Porcentagem da população da cidade com coleta regular de resíduos sólidos residencial;
Total de resíduos sólidos urbanos coletados per capita;
Porcentagem de resíduos sólidos urbanos reciclados;

Transporte:
Km de sistema de transporte público de alta capacidade por 100.000 habitantes;

Planejamento urbano:
Área verde (hectares) por 100.000 habitantes

Águas residuais:
Porcentagem da população da cidade atendida por coleta de águas residuais;
Porcentagem de águas residuais da cidade que não recebeu tratamento;
Porcentagem de águas residuais da cidade que recebe tratamento primário;
Porcentagem de águas residuais da cidade que recebe tratamento secundário;
Porcentagem de águas residuais da cidade recebendo tratamento terciário;

Água e saneamento:
Percentual da população da cidade com serviço de abastecimento de água potável;
Percentual da população com acesso a saneamento;
Consumo total de água doméstica per capita (litros / dia)

BIOTERA, trabalha com você e para você.
 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

CONAMA solicita investimento ao Governo Federal



No Brasil a gestão dos resíduos sólidos continua em marcha lenta. Os investimentos nessa área ainda são considerados como algo secundário, que “pode deixar pra depois”, porém a cada ano que se passa vai ficando mais difícil realizar a implantação de políticas públicas para a gestão de resíduos, uma vez que a cada ano a população e o consumo aumentam gerando muito mais resíduos que os anteriores.

Em época de crise , contrariando as expectativas, a quantidade de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) descartados pela população continuou a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, como individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo. Este é o cenário apontado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). O total de RSU gerado no País aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

Em 11, de abril de 2017, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) publicou uma Moção solicitando ao governo federal que avalie a aplicação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios às práticas de reciclagem.

Tal solicitação apoia-se na implantação da Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS, e nas decisões da IV Conferência Nacional do Meio Ambiente realizada em outubro de 2013, em Brasília, com destaque para as agendas: I - Produção e Consumo Sustentáveis; II - Redução dos Impactos Ambientais; III - Geração de Emprego e Renda.

A Moção diz que grande parte dos municípios brasileiros adiaram a implantação de aterros sanitários, condição indispensável à manutenção da qualidade ambiental das cidades e garantia de saúde à população. Os resíduos sólidos que recebem uma destinação incorreta são uma das causas de doenças e representa custo à administração pública. Ainda, no contexto de resistência quanto a responsabilidades sociais, a população, por sua vez, tem como hábito jogar no ambiente tudo o que não mais interessa ao seu consumo, contribuindo indubitavelmente com a contaminação ambiental.

Sobre a Logística Reversa, sendo um dos mais importantes instrumentos da PNRS, que permite o reaproveitamento de resíduos recicláveis como insumos para produção industrial e empresarial, contribuindo para reduzir os impactos socioambientais da extração de matéria-prima ao mesmo tempo em que fomenta a coleta seletiva em parceria com as cooperativas e associações de catadores. Acrescenta-se que todas as etapas da cadeia industrial dos produtos que um dia se tornam resíduos são tributadas e resultam em receita para a administração pública.

Por fim, a Moção de apoio à reciclagem é dirigida ao Ministério da Fazenda, ao Conselho Nacional de Política Fazendária- CONFAZ, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, ao Ministério da Saúde, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério das Cidades para que avaliem a implementação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios, como instrumento positivo na campanha pela redução dos altos índices de resíduos sólidos que diariamente são jogados na natureza, impactando de forma significativa os ecossistemas dos biomas brasileiros e do mundo.

Por Priscila Leal, gestora ambiental e consultora Biotera.

 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Apelo do CONAMA ao órgãos brasileiros. Um pedido de socorro.


A moção 128/2017 (moção é:impulso que causa o movimento) do CONAMA aos órgãos brasileiros não me comove em nada. Absolutamente em nada e por quê? A tecnologia da BIOTERA, o MSR, que resolve o problema do resíduo nas empresas e no varejo foi oferecida a todas as empresas de embalagens do Brasil. Também foi oferecida as organizações, federações e associações.

Buscamos espaço junto a prefeituras, consórcios intermunicipais, autarquia que trata de resíduos. Órgãos fomentadores no Brasil desconhecem o problema socioambiental gerado pelo resíduo e não há investimentos para projetos voltados a tais soluções. Se há, investem apenas em empresas sem fins lucrativos.

Ninguém esta interessado no assunto. Ai você vê esse pedido de socorro. Francamente!
Conheça nossa tecnologia e teremos o maior prazer em apresentar o projeto piloto na cidade de São Paulo e no ABC e seus impactos socioambientais.
 Abaixo segue na íntegra e comentários, de responsabilidade do Alexandre Meza, consultor da BIOTERA.
"O MSR cria e implementa o PGRS, atende a logística reversa pré e pós consumo, rastreia e integra a cadeia completa do resíduo sólido. Conhece o ciclo de vida do produto/resíduo, gera emprego, oportunidade de novos negócios"
 CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
MOÇÃO CONAMA No 128, DE 15 DE MARÇO DE 2017
Moção de apoio à avaliação de aplicação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios às práticas de reciclagem.
           O Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, no uso das atribuições e competências que lhe são conferidas pela Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto no 99.274, de 6 de junho de 1990, e tendo em vista o disposto no art. 13 do Regimento Interno, anexo à Portaria no 452, de 17 de novembro de 2011, e o que consta do Processo no 02000.000330/2017-87, apresenta Moção no intuito de solicitar ao governo federal que avalie a aplicação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios às práticas de reciclagem.
            Tal solicitação apoia-se na implantação da Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS, e nas decisões da IV Conferência Nacional do Meio Ambiente realizada em outubro de 2013, em Brasília, com destaque para as agendas: I - Produção e Consumo Sustentáveis; II - Redução dos Impactos Ambientais; III - Geração de Emprego e Renda.
            A realidade mostra que grande parte dos municípios brasileiros adiaram a implantação de aterros sanitários, condição indispensável à manutenção da qualidade ambiental das cidades e garantia de saúde à população. Os resíduos sólidos que recebem uma destinação incorreta são uma das causas de doenças e representa custo à administração pública. Ainda, no contexto de resistência quanto a responsabilidades sociais, a população, por sua vez, tem com hábito jogar no ambiente tudo o que não mais interessa ao seu consumo, contribuindo indubitavelmente com a contaminação ambiental.
  • Fato. Começando pela ação da população. Reconhecer e valorizar quem adere à coleta seletiva, disponibilizar o número muito maior de canais de entrega onde possa ser feito quando o munícipe desejar, integrado e conjuntos com organismos aptos para atender o mercado
  • Quanto ao aterro, o setor público não tem interesse de ouvir propostas de modernização na coleta e transporte de resíduo. Cartel, monopólio, corrupção são fatores que faz o setor público se afastar de ter novos modelos de negócio para o resíduo. Menos resíduo para o aterro não é negócio no modelo atual.
            A logística reversa, como um dos instrumentos de gestão dos resíduos sólidos previsto no Art. 8o da Lei Federal nº 12.305, de 2010, que serve como o desenvolvimento econômico e social é caracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos para reaproveitamento em ciclos produtivos ou destinação final ambientalmente adequada. Com isso, a logística reversa permite o reaproveitamento de resíduos recicláveis como insumos para produção industrial e empresarial, contribuindo para reduzir os impactos socioambientais da extração de matéria-prima ao mesmo tempo em que fomenta a coleta seletiva em parceria com as cooperativas e associação de catadores. Acrescenta-se que todas as etapas da cadeia industrial dos produtos que um dia se tornam resíduos são tributadas e resultam em receita para a administração pública.
  • A logística, como é feito hoje, não funciona. Insistência por mantê-la é o maior erro. Cara, ineficiente, perdas na quantidade e qualidade do resíduo.
  • Os PEVS- não funcionam. Estão na cadeia da logística, portanto, é ineficiente.
  • Somente engenharia/tecnologia não resolverá todos os problemas.
  • Ter uma população com participação ativa e em tempo real e deverá estar informada e municiada; Aqui esta a MUDANÇA e a tecnologia BIOTERA permite isso, de forma integrada e não isolada.
  • Não adianta investimento somente no final do tudo como em cooperativas e afins.
            Face o exposto, acreditamos que a Política Nacional de Resíduos Sólidos contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao país no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Dentre seus princípios, encontramos ainda a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
  • Nada aconteceu. Desde 2010 não observa-se nenhum avanço na área. As empresas responsáveis por atender a logística reversa estão alimentando um mercado ineficiente na sua gigante maioria - cooperativas e afins, através de treinamentos, espaços e maquinários. Mas o resíduo continua não chegando, não há informações confiáveis e auditáveis. Não se conhece a cadeia produtiva do resíduo como um todo. Os órgãos públicos continuam repassando dinheiro para o terceiro setor e esses não estão preparados para atender a cadeia de resíduo de forma integrada.
            Assim, esta Moção de apoio à reciclagem é dirigida ao Ministério da Fazenda, ao Conselho Nacional de Política Fazendária- CONFAZ, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, ao Ministério da Saúde, ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério das Cidades para que avaliem a implementação de medidas públicas de incentivos econômicos, financeiros, fiscais e creditícios, como instrumento positivo na campanha pela redução dos altos índices de resíduos sólidos que diariamente são jogados na natureza, impactando de forma significativa os ecossistemas dos biomas brasileiros e do mundo.
  • Investidores - sedentos por lucro rápido e absolutamente nenhum conhecimento socioambiental - não disponibilizaram recursos para tais fins.
  • Banco privados sufocam qualquer empreendedor para novos negócios nesta área.
  • Alguns ministérios, acima listados, já foram consultados e dizem que não tem interesse, apenas seu for cooperativas e/ou entidades 'mantidas' pelo governo.
(DOU de 11.04.2017)
Sem mais.



quinta-feira, 23 de março de 2017

Reduza seu custo na gestão do seu resíduo



Olá amigo do Desenvolvimento Sustentável, obrigado pela oportunidade para falarmos de tecnologias como big data, monitoramento por satélite, sensores e software aplicado na Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Aqui segue o link do artigo de um dos nossos clientes que adotou a ferramenta e metodologia MSR - MANEJO SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS - da BIOTERA. Ele deixa claro a redução de custos e o reposicionamento socioambiental da empresa.

Veja o que lhe entregamos ao implementar o MSR:
  • O MSR implanta e gerencia o PGRS – Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – como exigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n°12.305/2010) e outras;
  • O MSR permite o cumprimento da Logística Reversa e do conhecimento da Análise de Ciclo de Vida do Produto e também o inovado conhecimento na Análise de Ciclo de Vida do Resíduo;
  • O MSR  rastreia o resíduo, no pré e pós-consumo;
  • No MSR apresenta oportunidades de otimização na sua cadeia de resíduos, inclusive com novas tecnologias em todo o processo;
  • O MSR integra a Teia(*), possibilitando a criação de novos mercados de gestão do resíduo padronizado em todo o mundo, implantado através de franquias; 
    (*) Teia é o ecossistema, o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem em determinada região que atuam na gestão de resíduos. Formadas por cooperativas, institutos, ONGs, empresas, MEI´s . É o início da criação da Economia Circular.
  • O MSR permite que os membros da Teia tenha seu papel definido, o que fazer e quando fazer;
  • O MSR elimina o subtrabalho, os atravessadores do mercado, transformando o resíduo na matéria prima do século XXI;
  • O MSR fornece a matéria prima para todas organizações aptas a trabalhar com resíduo;
Aguardamos seu contato
55 (11) 4451-6465
OBS: Não deixe de ver as apresentação nos links acima.